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Enquanto não nos chega a crónica e a galeria de fotos, aqui fica o programa da visita dos alunos da Sint Theresia College, que decorreu na nossa escola entre 10 e 17 de Novembro.

Enquanto deslocamos para o Historial do património do nosso clube o registo do trabalho desenvolvido no âmbito da Rede ECOLES que terminámos no ano lectivo passado, abrimos um novo ciclo, uma nova página, com a Rede ICARUS, cujo primeiro encontro teve lugar na nossa escola, e cuja crónica e galeria publicamos como um primeiro registo desta nova etapa.

rede ICARUS 1º encontro na ESDS

Rede ICARUS 1º encontro na ESDS

As actividades do Clube Europeu estão já em plena marcha: já decorreu a 1ª parte do intercâmbio com a Bélgica, a 1ª conferência da Parceria ICARUS e o grupo de Budapeste já se prepara, através de contactos por mail, MSG e blogue para o grande encontro em Janeiro.

Muito em breve aqui no site do Clube notícias e fotos destes acontecimentos!

intercâmbio com Budapeste - aceda ao blogue

Foi a 9 de Novembro de 1989 que  caiu o Muro de Berlim. A esmagadora maioria dos alunos da ESDS nem sequer era nascida – não se lembra então que existiam não só duas Berlins, duas Alemanhas, mas também duas Europas e que, se hoje somos 27 e viajamos para países como a Hungria, um dos destinos dos nossos intercâmbios,  apenas com o BI, o devemos sem dúvida a esse acontecimento… já lá vão 20 anos.

Saber mais


Terminado mais um projecto multilateral para o biénio 2007-2009 (ECOLES), a nossa escola passa agora a integrar a parceria-rede ICARUS para o biénio 2009-2011, cuja candidatura,  já publicitada aqui, foi aprovada pela nossa Agência Nacional para os Programas de Aprendizagem ao Longo da Vida.

A rede inclui 6 escolas, sendo duas delas já nossas parceiras bilateriais de intercâmbios de alunos (Budapeste e Uden) e o primeiro encontro para preparação das actividades da rede decorrerá na E.S. Daniel Sampaio entre 19 e 23 de Novembro.

Esperamos poder assim começar a preparar e a levar a cabo todas as actividades que no conjunto da parceria planeámos na candidatura,  sob o tema do Criatividade e Inovação, assim como continuar a solidificar o projecto do Clube Europeu da nossa escola.

ICARUS

Se vais ser aluno do 9º, 10º, 11º e 12º da ESDS no ano lectivo 2009-2010, gostas de viajar e de conhecer colegas de outros países, informa-te sobre o nosso programa de intercâmbios directamente na escola, junto dos professores Lurdes de Jesus, Fernando Rebelo, Lígia Luís e Sara Moura. Entretanto, podes ficar a saber muito mais visitando o resto do site e, em particular, a página dos intercâmbios .

Cá esperamos a tua candidatura em Setembro :)

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exchangers 4Com a aproximação do final do Ano Lectivo, chega o tempo dos balanços. Assim, quisemos saber de viva voz, ao cabo de 2 anos e meio de programa de intercâmbios, qual a opinião de alguns dos seus mais activos participantes, agora que terminam o Ensino Secundário. Convidei então para uma entrevista o André Agostinho, o José Pedro Reis, a Márcia Oliveira (que, por motivos pessoais, não pôde estar presente até ao fim da entrevista), do 12ºB, e a Sofia Amaral, do 12ºC.

Todos eles são exchangers experimentados, tendo participado em dois dos três intercâmbios que a escola organiza, quando frequentavam o 11º e no presente ano lectivo.

- Como tomaram conhecimento dos intercâmbios?

Tanto a Sofia como o José Pedro tiveram o primeiro contacto com o programa através das respectivas professoras de Inglês, por sinal membros do Clube Europeu. A Márcia e o André, por seu turno, obtiveram a informação através da divulgação de um comunicado lido nas suas turmas.

- O que os atraiu mais na ideia? E qual foi o vosso maior receio?

Todos os entrevistados afirmaram que o gosto de viajar foi um dos factores que os entusiasmaram a candidatar-se a primeira vez. O André e o José Pedro acrescentaram ainda que a princípio os atraiu particularmente a ideia de visitarem um dos países parceiros, embora da segunda vez já tenham ido igualmente pelo convívio, para viajarem com amigos e por curiosidade de conhecerem os colegas do outro país. No caso da Sofia, o primeiro intercâmbio em que participou começou por ser inicialmente um projecto da turma, tendo depois integrado outros elementos de outras turmas.

Quanto a receios, todos são unânimes em afirmar que o que os atraia também era o que em parte receavam – a adaptação à vida em casa de uma família estrangeira, a relação com o colega-parceiro que não conheciam pessoalmente, especialmente quando era o grupo português que viajava primeiro. Mas todos afirmaram que foi algo que durou apenas umas horas, pois todos se sentiram bem recebidos e os receios acabaram por transformar-se em tempo bem passado.

Também referiram algum receio por só poderem comunicar em inglês, mas “porque quem tem boca vai a Roma”, todos acabaram por superar essa dificuldade, acabando alguns mesmo por constatar, como o André, que sabiam “muito mais inglês” do que o que pensavam.

- Já tinham viajado?

Sim, todos os entrevistados já tinham viajado para alguns países europeus, embora sempre acompanhados dos pais, tendo sido a primeira vez que o fizeram nestas circunstâncias.

- O que superou as vossas expectativas? E o que foi pior do que esperavam?

Todos foram unânimes em mencionar o convívio com os colegas portugueses e estrangeiros como algo que superou as expectativas, tendo   o André referido ainda que, especialmente, o último parceiro de intercâmbio superou mesmo as suas melhores expectativas. “É preciso ter um pouco de sorte com o parceiro,” afirmou, “apesar do cuidado que os professores têm escolher uma pessoa com o perfil adequado. Da primeira vez, não tive assim tanta sorte, mas, da segunda, o meu parceiro superou todas as expectativas”.

Nenhum considera as suas expectativas frustradas a qualquer nível, apesar da Márcia referir que um dos programas de um  dos intercâmbios em que participou poder contemplar mais actividades e visitas a mais locais no país onde se deslocaram.

- Qual o obstáculo, dificuldade mais difícil de ultrapassar antes e durante o intercâmbio?

Na sequência dos seus receios iniciais, o maior obstáculo, embora superado mais facilmente do que esperavam, foi a adaptação à vida da família estrangeira e o ter de comunicar todo o tempo numa língua que não era a sua. A Márcia recorda como se sentiu um pouco perdida, aquando da sua primeira participação (ainda por cima tendo viajado antes de receber), no momento em que a sua parceira e a família a levaram do aeroporto, no que foi secundada pela Sofia, embora ambas, ao olharem para trás,  recordem tudo isso como divertido e algo que conseguiram superar.

-Com o passar do tempo, o que é que de mais importante pensam que vão guardar na memória?

Tanto o André, como a Sofia e o José Pedro estão certos que irão recordar, acima de tudo, os seus parceiros de intercâmbio, mesmo os do ano anterior,  e o convívio entre os estudantes nessas semanas em que participaram na actividade.

- E qual a aprendizagem escolar, ou de vida , foi mais importante, na vossa opinião?

O André responde quase de imediato, afirmando que aprendeu mais inglês nessas experiências que em todo o resto da sua vida. Todos reconhecem que após esta experiência se sentem mais autónomos e mais capazes de resolver por si problemas e situações mais inesperadas. Salientam também que sentiram uma nova abertura em relação a outras culturas.

- Lembram-se de algum um episódio que os tenha marcado por ser emocionalmente importante, divertido, etc.?

A Sofia não quer destacar nenhum em especial, afirmando que vai guardar da experiência a recordação das pessoas, dos lugares, das sensações.

José Pedro refere  uma noite, quando regressava a casa com o seu parceiro, o tomar consciência de que estavam ali os dois, sozinhos, numa cidade estrangeira, a milhares de quilómetros de casa, sentindo simultaneamente o prazer da aventura e a responsabilidade de ter de tomar conta de si próprio.

O André preferiu evocar a admiração que sentiu por este seu último parceiro de intercâmbio, dado que todas as suas despesas quando foi hospedado foram pagas com o que o que o seu parceiro foi economizando, trabalhando depois das aulas, nas férias e tempos livres. Para o André, ter tomado conhecimento deste facto  não só o fez admirá-lo e apreciá-lo, como o fez valorizar duplamente o tempo que passou com ele e tudo o que ele lhe proporcionou.

- O que diriam aos vossos colegas mais novos para motivá-los a participar?

José Pedro, rindo-se, lembraria àqueles mais “calões” e que gostam menos da escola, que pode ser uma boa oportunidade de se verem livres de algumas aulas e, ainda por cima, viajarem com os amigos e fazerem outros novos.  A todos diria que constitui uma experiência inesquecível, que ele voltaria a repetir com  muito agrado, dado que lhe permitiu usufruir das coisas de que muito gosta na vida ,como viajar, conhecer pessoas, uma nova “família” e amigos. Tanto a Sofia como o André manifestam imediatamente o seu acordo, acrescentando o André que, para além da participação dos próprios alunos, foi muito agradável os pais se envolverem tanto e poderem, neste programa, partilhar com os filhos a experiência, quer na escola, organizando um jantar convívio com todos os participantes, quer durante o dia da família, convivendo com o aluno parceiro.

- E que conselhos lhes dariam?

O André acha muito importante “entrar no espírito” do intercâmbio desde o princípio, isto é, não ter medo de falhar ao falar inglês, ser aberto e curioso para com novos costumes, comidas, horários, etc., “pois se fosse tudo igual não valeria a pena”. José Pedro reforça esta última ideia, defendendo que é muito importante ter em conta que as culturas são diferentes e é preciso ser tolerante com essa diferença. A Sofia manifesta o seu acordo, mas, com um sorriso, lá vai dizendo que “ter à mão umas bolachinhas portuguesas trazidas de casa para uma emergência, dá sempre jeito”.

- O que acham deste programa em geral e do modo como está organizado na escola?

Tanto o André, como a Sofia, como o José Pedro acham que a existência de um programa de intercâmbios constitui uma mais-valia para a ESDS, estando mesmo convencidos de que alguns dos alunos podem ver nessa possibilidade uma das razões de preferência na escolha da escola. O José Pedro não tem quaisquer reparos ou sugestões a fazer, mas o André e a Sofia expressam opiniões diferentes acerca das regras de frequência das aulas durante o período de visita dos colegas estrangeiros. A Sofia, tendo experimentando as duas situações, afirma que, se os portugueses acompanharem toda a semana os colegas estrangeiros, o espírito de grupo sai mais reforçado, pois há uma maior oportunidade de convívio, o que cria laços mais fortes. Por seu turno, o André, sem duvidar dos argumentos da colega, contrapõe que não ter aulas uma semana inteira pode ser prejudicial para alguns alunos e até dissuadi-los e aos pais de se candidatarem ao programa. Também tendo experimentado as duas modalidades, afirma que a modalidade em que não estão toda a semana sem aulas produz menos perturbação na vida escolar e facilita as coisas, especialmente, porque, como afirma, nem todos os professores demonstram o mesmo entusiasmo e abertura  face à experiência, algo que ele gostaria de ver mudado, achando que os professores do Clube Europeu deveriam tentar sensibilizar ainda mais os outros docentes para as virtualidades desta actividade.

E assim terminou a entrevista, não sem o José Pedro manifestar o seu pesar por não ter podido experimentar o terceiro intercâmbio, perguntando, meio a sério, meio a brincar, se não ponderávamos incluir ex-alunos da escola. Respondi-lhe que tal seria um pouco complicado, mas que fosse já pensando em candidatar-se a uma bolsa Erasmus. A Sofia, ao ouvir a observação, riu-se, dizendo que já estava a fazer planos para isso. Despedimo-nos então com o meu desejo de mais tarde vir a receber um postal de cada um deles, de alguma cidade europeia, contando as suas experiências Erasmus – obrigado, então, pelo vosso entusiasmo e participação, e cá ficamos à espera do postal, André, Sofia, José Pedro e Márcia!

Entrevista conduzida pelo Prof. Fernando Rebelo

Aproveitando a semana em que os 27 se preparam para eleger o próximo Parlamento Europeu, a Biblioteca (CR) da ESDS divulgou no seu blog (Bibliblog) uma série de materiais documentais do seu acervo sobre a Europa e a U. E. , abrangendo diversos temas e públicos. Pode dar uma vista de olhos seguindo a ligação abaixo.

bibliblog

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